A Fántastica Fauna de Andrômeda

Fonte: Andrómeda News – A Fántastica Fauna de Andrómeda

Enquanto eu “googlava” [?] por “Salamandras” acabei caindo em um blog chamado Andrômeda News e o resultado já da pra imaginar, não encontrei o que queria mas acabei achando um texto bem interessante que fala sobre  3 mitos da Fauna de Andrômeda.

Sereia

Sereia

As Sereias são mulheres belíssimas da cintura para cima e peixes da cintura para baixo. Transportam um pente e um espelho consigo e são muitas vezes vistas a pentearem os longos cabelos e a cantar com irresistível doçura sentadas numa rocha perto do mar.
Mas as sereias têm um lado mais obscuro. Atraem jovens rapazes para a morte e a sua aparição prenuncia tempestades e desastres. De acordo com estas crenças, as sereias não só trazem infortúnios mas também os provocam, procurando avidamente vidas humanas, devorando homens ou afogando-os. Diz-se que nascem sem alma e a única forma de obterem uma é casando com um humano.
As sereias vivem num mundo marítimo submerso de grande esplendor e riqueza, mas podem assumir a forma humana, especialmente para visitarem mercados e feiras. Atraem frequentemente os marinheiros para a sua destruição e diz-se que reúnem as almas dos afogados em jaulas.
Há muitas explicações para a origem das sereias, mas a mais comummente aceite é a que fala em deusas pagãs representadas como metade humano-metade peixe e que evoluíram depois para a lenda da sereia.

Short-Story: O garoto percorria a praia ululando ao mar, na linguagem que o pai lhe ensinara. O pai contava-lhe histórias de sereias, com corpos de mulheres, que atraíam os homens para os devorar nas profundezas. E por isso, quando o pai não voltou da faina naquele dia, o garoto assumiu que o haviam aprisionado lá em baixo, sob o terrífico rugido das ondas. Ululava ao vento e a sua vontade de trazer o pai de volta era tão grande, que os seus gritos se ouviam na aldeia e ninguém tinha coragem para o ir arrancar às asas do mar. E assim pai e filho foram aprisionados pelas sereias, um porque contava histórias, o outro porque as ouvia e nelas acreditava.

Salamandra

Salamandra

A Salamandra é um pequeno dragão de 4 patas, muito mais poderoso do que o seu tamanho faria supor. Este animal é tão frio, que extingue as chamas e produz a chamada “lã de Salamandra”, um tecido mágico resistente ao fogo. É um dos mais mortíferos animais e destrói aldeias inteiras com o seu veneno.
Podemos encontrar as salamandras próximo do fogo. Procurando as chamas mais quentes, as salamandras rastejam para dentro das forjas dos ferreiros e quando o fogo se extingue, aqueles sabem que há uma salamandra na oficina. Terão de a caçar e destruir, antes de poderem reacender o fogo.
A Salamandra também pode ser vista junto dos vulcões, vivendo no calor da lava que escorre. Segrega um líquido leitoso da pele e da boca que, quando tocado, provoca a queda do cabelo e a descoloração da pele.
Para os alquimistas, a Salamandra é o espírito do Fogo, um agente essencial na transformação de um metal em ouro. Na heráldica, a figura é representada em chamas, significando coragem que não pode ser consumida pela adversidade.

Short-Story: As Salamandras eram veneradas como deusas e a pira do Fogo Eterno era guardada por uma casta de sacerdotes consanguíneos, exóticos e deformados. Viviam, comiam e dormiam junto da pira do Fogo Eterno, atiçando-a para que nunca nela faltasse o alimento às pequenas deusas de pele luzidia e escorregadia. E por viverem sempre junto do fogo eterno, os sacerdotes tinham a pele tisnada e vermelha, escamada e luzidia, embebida em óleos perfumados que os protegiam da proximidade com as chamas. E eram chamados o Povo do Archote Sagrado. E todos temiam estes sacerdotes poderosos. Na verdade, toda a vida do reino revolvia em torno destes seres, metade homem, metade monstro.

cavalo Shadowfax

Shadowfax
“And there is one among them that might have been foaled in the morning of the world. The horses of the Nine cannot vie with him; tireless, swift as the flowing wind. Shadowfax they called him. By day his coat glistens like silver; and by night it is like a shade, and he passes unseen. Light is his footfall!”
JRR Tolkien – O Senhor dos Anéis

Um dos cavalos da região de Rohan, na trilogia do Senhor dos Anéis, Shadowfax é o chefe dos Mearas – uma raça de cavalos selvagens da Terra Média, com uma inteligência e força extraordinárias, superiores aos outros cavalos, como os Elfos são superiores aos Humanos.
Shadowfax era uma garanhão prateado que entendia a fala dos homens. Era também destemido e podia correr mais depressa do que qualquer cavalo na Terra Média. Foi domado por Gandalf e foi-lhe oferecido como presente pelo Rei Théoden, dos Rohirrim, o povo dos cavalos. Nenhum homem podia domar Shadowfax pois ele não toleraria qualquer sela ou freio e apenas transportava Gandalf porque assim o desejava.

Short-Story: E assim foi que o Senhor suprimiu a imaginação ao homem. Pois que teve ciúmes das suas criações maravilhosas. E quis que tudo perecesse, para que Shadowfax pudesse ser imortal. Pois que enquanto a obra de Tolkien sobrevivesse, o cavalo permaneceria mortal na Terra Média. E assim que fosse destruída, Shadowfax tornar-se-ia imortal e viria até junto de si.

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